O jornal publicado pelo Le monde (Paulo A. Paranaguá)
O jornal publicado pelo Le monde (Paulo A. Paranaguá) publicou uma matéria interessante com o titulo “Corrida armamentista na América Latina?”
Os principais trecho da entrevista publicada pelo site : Noticias Uol.
De acordo com o Instituto de Pesquisas para a Paz Internacional de Estocolmo (Sipri), os gastos militares na região atingiram quase US$ 40 bilhões (R$ 72 bilhões) em 2008, ou seja, um aumento de 36% em cinco anos.
Com um orçamento para a Defesa de US$ 15,4 bilhões (R$ 28 bilhões), o Brasil continua sendo a principal potência militar da América Latina. O investimento brasileiro ultrapassa o montante dos acordos operacionais entre os Estados Unidos e a Colômbia.
"Não temos interesse em projetar nossa potência", garante o ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim. Do ponto de vista estratégico, Brasília está conduzindo uma realocação de suas forças armadas com a intenção de defender melhor a Amazônia.
Como o Brasil e a Argentina há muito tempo não se veem como inimigos, a ameaça potencial agora vem de uma fronteira amazônica difícil de controlar, apesar dos satélites em órbita. Palco de operações hostis às forças terrestres, a Amazônia necessita de meios aéreos e navais de alto desempenho.
A questão deve ser examinada também sob o ângulo político. Os países do Cone Sul da América - Argentina, Brasil, Chile e Uruguai - conduziram juntos missões de paz, em especial no Haiti, que contribuíram para criar confiança entre
seus militares, a ponto de suplantar as antigas rivalidades, como a que colocou chilenos e argentinos à beira de uma guerra pelo canal Beagle (ao sul da Terra do Fogo) em 1978.
Portanto, os números devem ser relativizados, pois o investimento latino-americano só representa 3% dos gastos militares mundiais.
Em 2008, Chávez mobilizou seus tanques para a fronteira com a Colômbia e ameaçou usar os Sukhoi. Simples bravata? Talvez. O exército venezuelano é incapaz de travar uma batalha com chances de sucesso, mas os Sukhoi podem ser pilotados por mercenários da ex-União Soviética. E a única utilidade de uma esquadrilha de 24 aviões é atacar primeiro.
Os riscos de um deslize existem. Dotados de um alcance de 3 mil quilômetros, os Sukhoi ameaçam Bogotá, Miami, o canal do Panamá e Manaus. Nenhum país vizinho dispõe de uma defesa à altura.
REF. ( http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2009/09/15/ult580u3930.jhtm))
BASE AMERICANA NA COLOMBIA
“No meio de uma chuva de críticas por parte de vários países sul americanos, chegou ao fim na passada semana a negociação entre as autoridades colombianas e norte-americanas, com vista à concessão de facilidades para a utilização de bases militares daquele país sul-americano por entidades civis e militares dos Estados Unidos.
As negociações, que foram alvo de críticas ferozes, principalmente por parte dos governos da Venezuela e da Colômbia, destinaram-se a determinar que tipo de cooperação existiria entre os governos daqueles dois países, de forma a permitir a transferência das atividades de combate ao narcotráfico que eram realizadas a partir do Equador, país que expulsou os norte-americanos do seu território.
As opiniões sobre a situação, mesmo dentro dos vários países sul americanos variam muito conforme o posicionamento político dos analistas. Os analistas e sectores normalmente alinhados com a esquerda são tradicionalmente anti-americanos, enquanto que os mais conservadores tendem a considerar a questão como um problema interno da Colômbia.
Ao transferir as suas bases do Equador Para a Colômbia, os norte-americanos pretendem aproveitar as vantagens das instalações das forças armadas da Colômbia, aproveitando também o facto de aquele país ter saída para o Pacífico e para o Mar das Caraíbas.
Essas instalações não se encontram junto s qualquer fronteira e a maior proximidade é entre a base de Larandia e a fronteira com o Equador (150km). Esta base também é a instalação mais próxima do Peru (170km). Em termos de distância, a base mais próxima da Venezuela é a de Malambo (210km). A base mais próxima do Brasil, também é Larandia, que fica a 600km da fronteira brasileira.
ases navais: Aproveitando a particularidade de a Colômbia ter costa para dois ocenos:
Base naval de Cartagena
A principal base da marinha da Colômbia situa-se na costa do mar das Caraíbas. Estão ali as principais instalações navais e de suporte da marinha do país e os principais navios da esquadra.
Base naval de Buenaventura
Esta base fica situada na baía de Buenaventura e é a maior instalação naval Colombiana na costa do Pacífico. A base não tem o mesmo tipo de condições que a base de Cartagena e é utilizada pelos fuzileiros navais.
Duas bases do exército poderão ser utilizadas. Uma delas tem grandes dimensões e uma pista que pode servir para aeronaves de trasnporte pesado. A outra é uma base avançada mais próximo da Amazónia. As duas têm vastas possibilidades para criação de novas instalações de apoio.
Base do exército colombiano em Tolemaid
É a mais moderna e também a principal base operacional do exército colombiano. É a sede da sua força de reação rápida e é utilizada também para a luta contra o narco-tráfico.a, Cundinamarca
A partir desta base operam helicópteros e aeronaves do exército. Dispõe de uma pista com cerca de 2.800m de comprimento.
Base do exército colombiano
Esta
A base possui uma pista de 1700m de comprimento, embora não esteja preparada para grandes aeronaves. Estão ali baseados vários helicópteros de ataque e transporte.
As bases aéreas são três. Uma delas é também um aeroporto covil (cidade de Cartagena). A principal é a base de Puerto Salgar e uma terceira base a sul de Bogotá pode ser utilizada para operações de vigilância.
Base aérea de Puerto Salgar
Também conhecida como base de «Palenquero» é a base mais importante da força aérea colombiana. Ali estão alguns dos meios aéreos de combate mais sofisticados, como é o caso dos Mirage/Kfir. Tem uma pista com 3.000m de comprimento e espaço suficiente para extensão das suas capacidades.
Base aérea de Malambo (CAC-4)
Situa-se no norte da Colômbia na costa do mar das Caraíbas e é a base nr. 4 do Comando Aéreo de Combate (CAC-4). Utiliza a mesma pista do aeroporto civil da cidade de Barranquilha. Estão ali baseadas aeronaves especializadas em ataque ao solo, como o Supertucano.
Base aérea de Villavicencio / Apiay
Esta base aérea na região central da Colômbia situa-se a leste de Bogotá, na cidade de Villavicencio. É conhecida como CAC-2, possui uma pista de
Ainda não sabemos os riscos das futuras operações imprevisíveis dos americanos e quais são seus interesses em uma luta contra o Narcotráfico."
(REF: http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?NrNot=804)
Quais serão suas verdadeiras intenções das suas bases colombianas ?
Assim reestruturando suas bases na América latina os Eua vem reafirmando sua influência no continente sul-americano, esquecida pelo Ex-presidente George Bush.
Agora com nova realidade do cenário mundial, os paises da América latina corre para uma corrida armamentista na região.
Venezuela compra novos equipamentos, Chile investe em reequipar seus velhos equipamentos militares, Argentina com corte das forças armadas pegam emprestados aviões super-tucanos brasileiros e os outros países investem em uma boa amizade e relacionamento comercial para se manter dentro da influência regional.
Embora sabemos que a Amazônia e uma cobiça de todos os paises desenvolvido, “ouvimos” com mais freqüência o nosso ministro de defesa falar em re-locação de bases para um proteção mais eficiente para a nossa área de fronteira da amazonia.
Estamos ciente das dificuldades de nossas fronteira, e a importância de nossas riquezas fortemente cobiçada por paises desenvolvidos , convenhamos que a corrida é necessária para defender à soberania nacional e por fim os interesses do povo Brasileiro.
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